10 novembro 2009

a puta da uniban ou a promiscuidade da covardia em coletivo?

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O corpo, que tantos hostilizaram por estar à mostra.
O coração, que hostilizou covardemente por estar guarnecido em seu escondido.

As pernas torneadas da aluna de vestido vermelho (com todo o respeito), que todas as alunas hostís querem ter igual e que todos os alunos hostís querem pegar. Eis exposta a incoerência, movida por nossa artificial pose social.

Diante de 600 outras pessoas (no caso, os alunos presentes) é fácil posar de bom moço ou de boa moça, essas imagens sociais herdadas de nosso primitivismo. É fácil esconder o que há dentro de nós. Esteja sozinho, porém, e te desafio a esconder de si próprio a podridão que carrega consigo.

Tal vestimenta seria inadequada para outros ambientes, em especial onde há predominância de crianças. Mesmo neles, no entanto, a agressão não é justificável, seja ela qual for, pois desconfio que existem infinitos caminhos antes da violência, e é apenas pela imaturidade que se chega até ela.

Prostitutos mesmo foram os corações que, insensíveis e incapazes de enxergar em sí próprios a imaturidade humana, ousaram covardemente apontar para um coração terceiro, além do mais condenando-o a partir de atributos que dizem respeito apenas ao corpo que o envolve.

Não quero com isso santificar a Geyse, mas, não tenho a mínima permissão moral de julgá-la, tampouco condená-la pelo vestido que traja.


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2 comentários:

Unknown disse...

Foi uma agressão justificável. Quando uma agressão se torna justificável vemos o quanto estamos longe de nos distingüirmos como animais racionais.

Álison Carmo disse...

Justificável?